segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A remanescente

Quando embarquei, como citei antes, vim com dois outros brasileiros, um foi demitido com um pouco mais de um mês.. uma pena, pois nos tornamos muito bons amigos. E essa semana o outro pediu demissão por não ter gostado da mudança; Eu particularmente agora estou odiando mas não quero ser a última a pedir demissão. Quero ser “the last man standing” :D

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A nova rota

Este navio Sai de Estambul rumo à Grécia, Espanha, Israel, Itália, Portugal, Recife, Rio, São Paulo... O engraçado é que quando tinha 10 anos de idade minha mãe fez assinatura de uma revista de viagens e um dos exemplares vinha com um especial sobre Estambul, eu guardei pra mim pois queria muito conhecer um dia... só não imaginei que viria assim tão logo... E  a Grécia dos meus livros de mitologia.... Não me acordem.... hahahahah

domingo, 23 de outubro de 2011

O desapego

O desapego
Acho que o maior aprendizado dessa transferência é o desapego, desapego das pessoas, das poucas pessoas a quem me apeguei, das coisas que trouxe, das que comprei, do dinheiro que gastei...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A zona de conforto

Eu consigo me adaptar muito fácil a situações chatas, cansativas e isso sempre gera uma zona de conforto, é ruim mas eu sei como funciona. Mas parece que ultimamente as coisas tem que mudar mesmo. Fiquei quatro anos no ministério e quando as coisas começaram a mudar mudaram mesmo. De modo que sai do ministério, depois sai de BsB, depois sai de Piri, e agora estou saindo do navio depois de 5 meses lá para finalizar o contrato em outro... depois que já sabia como tudo funcionava e quem era quem etc... E na ultima semana depois do anuncio da mudança me tiraram do local onde trabalhei por praticamente todo o contrato para ir para acordar cedíssimo e ter um horário de trabalho bem desfavoável, que deixou meu corpo muito cansado e ai pedi para voltar para onde estava e ai voltei mas para outra função onde não tinha quem me explicasse direito o que fazer, e também nem dava tempo, menos de uma semana.... as pessoas que me protegiam ficaram para trás, e agora estou em mar aberto. Espero que os tubarões não me faregem.... ;P

Would you exange cold confort for a change?

domingo, 16 de outubro de 2011

A transferência

Quando dei nome ao blog não sabia minha rota e queria fazer um trocadilho com o nome do meu outro blog que já existia mas não imaginei que depois de 5 meses viajando pelo Caribe seria transferida para a Europa. É certo que desde que passei na entrevista dizia que queria ir para lá e agora estou no aeroporto esperando o voo que levará à Alemanha e depois à Turquia onde reembarco agora no Vision of the Seas. E em novembro rumamos ao Brasil e eu que sempre quis estar no Rio no ano novo para ver os fogos de um navio, dessa vez vou estar.  Para Completar só faltou um aumento né¿ 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os Passeios

Dos lugares que o navio visita tive chance sair em Coco Cay que é uma ilha particular da Royal perto de Orlando e Labadee que é outra ilha no Haiti, nestas vou toda semana pois desço para trabalhar. Coco Cay é muito bonita, vi pelas fotos que Junior tirou a meu pedido com minha câmera pois eu nunca tive chance de andar por lá. Labadee é bem bonita também e iss é visivel desde o porto, mas é triste ver a miséria em que os haitianos vivem. Sai também em Orlando duas vezes e fui em shoppings e em mercados. Da segunda vez que sai meio que tive um ataque de pânico, parecia que estava num filme daqueles bem estranhos sobre a vida medíocre americana, foi me dando uma sensação ruim, vendo aqueles carros de marca velhos e mal cuidados em meio aos carrões, aquelas pessoas estranhas e bem estereotipadas sem contar que a cidade é toda num tom de bege, muito estranho, parece uma super caixa de papelão com várias outras caixinhas dentro. Iss na verdade aconteceu em Port  Canaveral-Merritt Island que é próximo de Orlando, mas enfim, é estranho. Um lugar que é mais fácil de sair que já fui algumas vezes é Cozumel no México, lá normalmente vou ao mercado e como alguma coisa, pois sair do navio e não comer é burrice. Lá as ruas me lembram alguns lugares no Brasil, me sinto meio em casa, sem contar que sempre bato altos papos com os taxistas que me transportam. O mar tem um azul indescritível, de tirar o fôlego. Já encontrei amigos na rua para bater um papo, já sai com gente ultra mega especial e foi uma aventura bem divertida, já fui tomar banho de mar no porto com Samuel, num intervalo de uma hora. E já sai sozinha para resolver minhas coisas.
St. Thomas é um outro lugar que consigo sair com mais facilidade pois os passageiros saem e ai trabalho menos e uso meu intervalo de dormir para sair, assim como no México. Lá também meio que me sinto em casa. É um lugar que pretendo voltar para ficar alguns dias, é lindissimo, a cidade é numa encosta, é meio Grécia, tem um quê de cidadezinha do interior mas ao mesmo tempo de litoral, me encanta. Tem um restaurante árabe perto do porto muito bom que me ajuda a matar a saudade e a vontade de comer minha comida e achei um chinês que me ajuda a suprir minha necessidade de proteínas alternativas com um prato maravilhoso de tofu com vegetais, delicioso. E os moradores apesar de serem caribenhos nçao tem aquele sotaque horroroso como dos jamaicanos, falam como americanos pois lá é uma das Ilhas Virgens que pertecem aos EUA.
A volta
Minha volta está prevista para o meio de janeiro do ano que vem. Até lá tenho muito chão a percorrer. Não me peçam para voltar pois por mais que esteja sofrendo aqui também gosto de uns 2 minutos por dia da minha vida aqui. Acho que se voltar com outra função que não seja dentro da cozinha vale mais a pena pois tem-se mais tempo para sair-descansar-distrair-se e ganha-se melhor; pois trabalhamos demais na cozinha e somos muito injustiçados em vários aspectos principalmente o do salário, pois o que move esses navios é a comida, as pessoas vem aqui para comer, comem como se não houvesse amanhã, e não é exagero de Mayara. Mas pretendo ficar pois creio que isso vai dar uma importância ao meu currículo principalmente porque as pessoas sabem que não é fácil e que trabalha-se muito, então se enfrentei isso qualquer outra coisa pode ser fichinha além do mais tenho um pouco mais de 3 meses, a partir de agora cada dia se arrasta mais do que nunca mas vou dar um jeito de sobreviver e chegar de volta ao Brasil de contrato finalizado honradamente, linda, magra mas não loira e com um inglês super legal, sem falar no espanhol que sou forçada a treinar pois os latinos aqui se sentem super a vontade para falar em espanhol com brasileiros, pois realmente o Peru tem muito mais em comum com o Brasil que a Jamaica né¿ hahahaahaha.  ;)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As novidades


Genteeeeeeeeeeeeee, não me perguntem isso! Não é porque de um em um dia ou dois em dois dias estou num lugar diferente do Caribe que tenho novidades. O trabalho é massante, repetitivo, é produção em massa, empratamento em massa, ficar cansada, comer uma comida que odeio principalmente porque tenho que achar o que tem menos ou o que não tem alho e dormir numa cabine que além de pequena tem um cheiro estranho, só não é pior que a primeira mas não gosto de lá. Gosto de uma específica mas que é alheia.  ;) É verdade que tive muita sorte nesses primeiros meses por várias razões mas agora isso está acabando então essa é a única péssima novidade que tenho. Estou vendo se mudo de estação dentro da cozinha para ver se aprendo alguma coisa antes de voltar pra casa ou vou tentar mudar de posição, mas isso é bem difícil no primeiro contrato. Neste momento estou tendo tempo e disposição para escrever pois não achei um podólogo nessas minhas andanças e meus dedos ficaram extremamente inflamados a ponto deu ter que ir no médico e ficar de atestado, já por dois dias e meus colegas e superiores me olhando de rabo de olho no refeitório e nos corredores.