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| Eu no Vaporetto |
Cheguei no hotel no primeiro dia, cheia de malas pesadas, que já não tinham espaço para um agulha e depois de uma espera de umas duas horas me transferiram para um hotel vizinho para passar a noite e jantar no hotel de onde acabara de sair. Depois da volta do jantar fui à recepção perguntar se eu passaria os três dias lá e fui informada de que ao meio-dia do dia seguinte retornaria ao primeiro hotel. OK! Voltei ao outro hotel no dia seguinte, o saguão estava a-pi-nha-do. Esperei mais umas quase duas horas até o cara chamar meu nome e ele disse que me transferiria para outro hotel. Meu sangue subiu (claro que isso não é muito dificil) e eu disse a ele que eu ficaria três dias até pegar meu vôo e não ficaria indo e voltando todo dia. Então rapidinho o hotel que estava lotado ficou com quartos vagos. E ele me deu um quarto com alguém para dividir, muito comum quando se embarca ou se desembarca pois as cias levam os tripulantes de vários navios para os mesmo hóteis (mas eu não deveria em função da posição que ocupo, mas neeeem quis entrar nesse assunto). No dia anterior estava com a moça que trabalhava comigo, o vôo dela era de madrugada então ela saiu no meio da noite, esse dia foi igual, a moça que estava neste segundo hotel também tinha um vôo de madrugada.
No domingo depois da volta para o primeiro hotel chovia muiiiiiiiiiiiiiiiiito e o tempo já estava muito frio por ser meio do outono e ainda estar em um lugar cercado por muita água. Fui almoçar com os colegas da roomie num restaurante quase ao lado e não houve a míiiiiiiiiiiinima possibilidade de ir a Praça de São Marco ou Murano ou Isola de San Michelle. Então fui pro hotel conversar com minha companheira e descansar. No dia seguinte estava sozinha novamente e não tive que mudar de hotel. Fui ao centro dos transportes em Veneza para tentar ir à Verona, mas achei muito arriscado pegar o trem para lá ainda mais pela venda dos tickets ser eletrônica e não ter achado ninguém para me informar dos horários de ida, volta, duração da viagem etc. Resolvi procurar saber o que era o Barco da arte ou algo assim, que é um vaporetto (ônibus aquático) que faz um roteiro especial, mas não funcionava naquele dia. Resultado: comprei um ticket que valia 24h pois queria ir a Murano, mas a maré estava muito alta e a moça sugeriu que eu fosse a Piazza San Marco e depois tentasse ir a Murano de lá. Ok! Chegando lá, tudo alagaaaaaaaaaaaado e várias pontezinhas para todo mundo andar nelas ao mesmo tempo. Consegui depois de muito custo chegar a Igreja, que era meu objetivo lá, que também tinha a frente alagada, mas entrei e vi e até tirei fotos proibidamente. Sai, dei umas voltas lá pra trás, e fui tentar Murano novamente. Deu certo!! Murano é o ponto final do vaporetto, muiiiiiiiiiiiiiiiito longe, cheguei às 5 da tarde - estava louca também para ir ao cemitério, que começou a ser instalado em uma ilha em frente a Murano em 1489 se não me engano - e no outono os dias já são mais curtos e o frio intenso então tive que me contentar com uma volta rápida em e pegar o barco de volta pois a maré alta não me saiu da cabeça e meu vôo finalmente seria naquela madrugada.
De volta à Veneza, que aliás foi muito rápida pois o barco de volta não faz paradas ou não fez porque estava muito cheio, consegui pegar aberta uma igreja que sempre quis visitar mas estava sempre fechada pois nossos horários não batiam. Dei uma passada rápida e fui pegar meu ônibus de volta para o hotel.
5:40 da manhã era meu transporte para o aeroporto, a moça do check-in queria que eu despachasse uma das minhas malas de mão pois estava acima do peso, me mandou sair da fila e reformular a mala e quando voltei a outra que me atendeu deixou a mala passar.... hahahahahahha
Fui pra fila da segurança que era interminável e quase me fez perder o vôo. Como não perdi chegue a Roma na hora prevista para o próximo vôo. Comi algo antes e comprei uma barrinha de chocolate e uma garrafinha de água só por garantia. Na minha cabeça teríamos um café da manhã e um almoço no avião. Mas não! Serviram o almoço e depois disso mais nada!!!! Água: nada!!! As minhas reservas acabaram e eu fiquei desesperada, se quisesse alguma coisa tinha que ir lá no fundo do avião pegar água e biscoitinhos secos. A senhora que sentou do meu lado estava com perda de memória recente, se encaminhando prum alzheimer e falo sério. Ela me perguntou as mesmas perguntas por 11h que foi a duração do vôo. Chegando em Miami, fui para a fila da imigração e quando cheguei no guichê o moço disse que eu tinha que voltar e pegar um formulário que eu ainda não tinha preenchido. Fui peguei o formulário e voltei para a fila, quando cheguei ao guichê novamente o cara começou a fazer mil perguntas e eu disse pra ele que meu outro vôo saia em menos de uma hora e que eu precisava correr ele me disse: Você vai perder seu vôo!!!! Me levou pra salinha e eu fiquei lá até o oficial me chamar pra checar tudo, sorte que ele era brasileiro, viu que não tinha nada errado comigo e me mandou sair muito correndo de lá. Corri que nem uma desesperada para pegar minhas malas pesadas e fazer check in novamente, mas esses aeroportos são intermináveis e quando finalmente cheguei ao balcão da cia me informaram que faltava meia hora pro avião sair e eu não poderia fazer o check-in, resultado: realmente perdi o vôo!!!! Fui ligar para a linha de emergência para tripulantes e a moça me conseguiu um hotel e remarcar minha passagem para o dia seguinte às 9h da manhã e foi até bom porque eu não consegui mais pensar e meu corpo todo doía de tanto que corri e arrastei aquelas malas. Uma noite em Miami e fui para o aeroporto na manhã seguinte.
Peguei meu vôo de 3h até St. Thomas, também não foi dos melhores mas finalmente cheguei e tinha uma pessoa me esperando para me levar ao navio, quando cheguei lá ainda fiquei um tempão esperando do lado de fora mas consegui chegar.
Agora sabem que transferências nem sempre são férias patrocinadas e super divertidas e empolgantes. Podem ser exaustivas e frustrantes. :P